Como a Kipling se reinventou no varejo mantendo o próprio DNA

Como a Kipling se reinventou no varejo mantendo o próprio DNA

A tradicional marca belga se readaptou às novas tendências e mudanças de comportamento de seu público alvo se reinventando mas mantendo sua essência

Já é possível notar as mudanças drásticas pelas quais o varejo passou nos últimos anos. Além do comportamento do consumidor, a tecnologia também mudou muito e atualmente as marcas não podem parar, precisam estar em constante atualização. As mudanças são tão profundas que até marcas tradicionais como Bauducco, Porto Seguro e Kipling reinventaram seus modelos de negócios para se adaptarem e se manterem ativas no mercado.

É preciso ter mais do que resiliência para permanecer forte perante a concorrência, é necessário reconhecer o momento correto de se adaptar e reinventar, incorporando as mudanças e cativando o público-alvo também. A marca belga Kipling ficou famosa por suas bolsas e acessórios de náilon e sua marca registrada – um macaquinho ilustrado que muitas vezes aparece em forma de chaveiro de pelúcia nos produtos. Porém, desde 2017, após 30 anos de fundação, a Kipling pela primeira vez colocou nas ruas um produto sem o macaco. O acessório continua em alguns produtos e,  apesar da mudança, o DNA permanece o mesmo. Essa transformação significa que a Kipling agora tem um lado diferente também, agregando novas criações e produtos masculinos.

A marca descobriu que era necessário resgatar sua identidade, graças às mudanças de comportamento de seu público, majoritariamente constituído de Millennials, engajados e com propósito. “A Kipling é uma marca inclusiva, ou seja, atendemos todo tipo de público. A mudança ocorre não em termos de demografia (gênero, classe social etc.) mas em termos de estilo de vida. A Kipling está retornando à sua essência, ao seu DNA”, comenta Cláudia Abreu, diretora da Kipling Brasil.

Após um ano de estudo, a marca se redefiniu, trazendo o slogan “Viva leve”, baseando seu propósito em quatro pilares: inclusão (seja você mesmo), casualidade (um estilo de vida descolado), multifuncional (a arte de não ser sempre o mesmo) e curiosidade urbana (a cidade como playground para descobertas).

A marca resgatou seu DNA sem investir em marketing e sim ouvindo o cliente. Atualmente são 37 unidades próprias, um e-commerce em primeiro lugar de faturamento e 2,7 milhões de seguidores no Facebook. “A jornada do consumidor flui entre o online e o off-line. A principal diferença para o varejo físico é o conceito de omnichannel, que é muito além de ser compra multicanal. O cliente precisa ter uma experiência consistente em todas as interfaces que tem com a marca”, conta Cláudia.

Com 20 anos de Brasil, a Kipling está presente em mais de 600 multimarcas. Esses números se devem as estampas criadas pelos designers brasileiros que têm feito tanto sucesso que a operação local já tem pedidos para exportar essas criações. Para Cláudia, o sucesso de uma marca é feito por pessoas que não vendem apenas produtos, e sim experiências.

“O varejo é feito por pessoas. O atendimento continua sendo o key driver de tomada de decisão. O entendimento sobre os fatores internos que direcionam a tomada de decisão do cliente (o que realmente este cliente está comprando?) é crucial. Ex. uma joalheria não vende pedras preciosas + ouro, vende uma declaração de amor. O fator subjetivo é o que define a venda”, finaliza a diretora.

Retail Conference: Cláudia Abreu, diretora da Kipling no Brasil, é palestrante confirmado para o Retail Conference, um dos principais eventos de varejo do Brasil. Com o tema “O Novo DNA do Varejo – Físico, Digital e Humano”, o evento “nasceu” do Fórum Regional do Varejo (FRV) da ACIC, que chegou à sexta edição em 2018. Agora reposicionado, o Retail Conference passa a ser ainda mais relevante e com abrangência nacional. Mais informações e inscrições: http://retailconference.com.br/

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