Confira as 5 principais tendências de 2019 para o varejo

Confira as 5 principais tendências de 2019 para o varejo

A expectativa para esse ano é de aquecimento do comércio; conhecer e entender as tendências do mercado atual são estratégias essenciais para se destacar da concorrência

O ano de 2019 tem tudo para ser o “ano da transformação inteligente do varejo brasileiro”. Em São Paulo, comprar um produto na internet no período da manhã e receber no mesmo dia já é uma realidade. E isso só é possível se o físico e o digital estiverem completamente operando de forma integrada. Até o consumidor baixa renda brasileiro já está atento às vantagens e à agilidade do comércio eletrônico, seja para comprar online ou para pesquisar preços.

E não pense que isso é a realidade apenas das grandes empresas, uma dona de quitanda de frutas, por exemplo, já utiliza o Whatsapp para enviar as novidades que encontra no centro de distribuição diariamente para seus clientes. E, também, já recebe encomendas e pedidos pelo próprio Whatsapp, entregando para os clientes no ponto de venda.

É muito importante que os varejistas estejam ligados nessas práticas de mercado, para poderem empoderar os consumidores e pensarem em decisões estratégicas que podem alavancar suas vendas. O consumidor atual não quer só um bom preço, eles querem também um bom atendimento, um prazo de entrega e frete justos e uma jornada de compra satisfatória em todos os canais (físicos e digitais).

O ano que vivemos é desafiador, já que o país passa ainda por uma recuperação da economia. Porém, a expectativa é de aquecimento no comércio e é o momento de os varejistas ficarem de olho nas principais tendências de mercado para se diferenciarem da concorrência. Pensando nisso, separamos as tendências mais discutidas para 2019, na NRF, Retail’s Big Show, maior feira de varejo do mundo que acontece em Nova Iorque anualmente, e que podem ser pensadas e adotadas pelos micro e pequenos empreendedores também. Confira nossas dicas e inspire-se:

1- O Físico e o Digital

Como já foi mencionado no texto, o físico e o digital é a tendência que mais se destaca no momento. A perspectiva para o futuro, segundo especialistas, é que não haverá mais distinção entre loja física e online, tudo será integrado proporcionando uma comunicação efetiva e uma experiência cada vez melhor para o consumidor. Os produtos poderão ser comprados por meio de qualquer canal (e-commerce, aplicativos ou lojas físicas), as informações serão objetivas e esclarecedoras, a forma de pagamento será rápida assim como a retirada do produto. Tudo com menos atrito possível.

Essa tendência é explicada pelo fato de que o consumidor atual já é Omnichannel. As pessoas já pesquisam preços online, vão até lojas físicas conhecer o produto e pagam através do aplicativo. Enquanto no e-commerce o cliente pode adquirir um produto a qualquer hora do dia e em qualquer dia da semana, na loja física ele pode ter a experiência ao vivo com o item. No app da loja é possível encontrar e comparar infinitas opções similares a um produto de interesse, já na loja física um vendedor pode ajudar a esclarecer todas as dúvidas e encontrar a opção ideal.

Porém, parece que nem todos varejistas estão sabendo disso, segundo pesquisa da Manhattan Associates somente 21% dos varejistas integram e-commerce e loja física. É um número muito baixo considerando a fase tecnológica que estamos vivendo atualmente. Por isso, para 2019 o esperado é que seja cada vez mais explorada a integração entre o físico e o digital. Se cada canal possui suas particularidades e vantagens, por que não unir todos eles melhorando ainda mais a experiência do consumidor? O fato de apenas uma minoria fazer uso desse recurso atualmente é sinal de que quem investir nisso, vai se destacar para o mercado consumidor.

2- Entrega

Em outros países, comprar e receber um produto no mesmo dia é algo simplesmente comum e mandatório. Aqui no Brasil isso ainda é uma novidade no mercado, existem empresas em São Paulo que estão testando serviços de entrega imediata ou agilizada e a tendência é de que esse fator seja ainda mais explorado pelas empresas. De acordo com a Buildings, organização de pesquisa do mercado imobiliário, as principais empresas ampliaram em 42% as áreas da operação de logística este ano, para apoiar principalmente as vendas no e-commerce.

A realidade pode parecer exclusiva do e-commerce, mas também se aplica ao mundo do varejo físico. Kent Savage, CEO e fundador da Apex Supply Chain afirmou que os varejistas que querem ter sucesso em 2019 precisam, obrigatoriamente, olhar para as novas tecnologias e simplificar o processo de entrega. Os clientes estão exigentes e é importante atentar-se ao fato de que a entrega deve ser ágil, mas a qualidade do serviço não deve cair por isso. O desafio é manter uma qualidade de serviço e produto boa com um prazo de entrega baixo.

3- Nichos de Mercado

Os nichos são definidos como segmentos de consumidores com necessidades e desejos característicos. Isso demanda processos e fornecedores específicos e um tamanho mínimo suficiente capaz de gerar lucro. Os nichos de mercado são uma visão de segmentação de público, de grande potencial, mas que exige que se entenda o perfil de cada segmento a ser trabalhado, algo que já está sendo feito por muitas empresas atualmente. No passado as empresas indicavam os produtos e formas de consumo. Hoje, o consumidor molda modelos de negócios e dita tendências. Por este motivo, a separação de público em grupos é uma forma eficaz de entender as suas necessidades e expectativas, melhorando os resultados alcançados.

O escritor Chris Anderson disse que com a internet, teríamos cada vez menos pessoas com hábitos de consumo iguais, fazendo com que os mercados de nicho prosperassem e se transformassem em setores atraentes do ponto de vista comercial. Essa lógica permanece em 2019, com mais consumidores procurando produtos que não sejam meramente adaptados às suas necessidades e gostos. Por isso, é essencial para o pequeno e médio empreendedor conhecer as particularidades do seu público-alvo e oferecer exatamente aquilo que eles estão procurando.  

4- Big Data e inteligência artificial

O uso do Big Data e da inteligência artificial também ampliará o número de ofertas instantâneas. Na medida em que os varejistas obtiverem cada vez mais dados sobre o comportamento do consumidor e dos preços da concorrência eles criarão promoções irrecusáveis e com prazos cada vez mais curtos para encerrar. A ideia de tempo limitado será cada vez mais recorrente.

O número de dispositivos conectados à internet tem aumentado continuamente. O resultado são mais e mais pessoas compartilhando informações valiosas online, como hábitos de consumo, necessidades, preferências e muitos outros conteúdos capazes de ajudar a elevar as estratégias de marketing. Tudo isso aliado às informações armazenadas em um sistema ERP (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento dos Recursos da Empresa, sistema de informática responsável por gerir as operações diárias de uma empresa, como faturamento, compras, fluxo de caixa, balanço contábil, administração de pessoal, inventário de estoque, apuração de impostos e outras operações administrativas e operacionais) serão essenciais para planejar novas ações em seu negócio.

Isso porque com informações detalhadas é possível utilizar a inteligência artificial para atingir seu público de forma mais personalizada, o que com certeza irá atrair sua atenção. Imagine seu negócio tendo a capacidade de antecipar as ofertas que possam interessar seu cliente mesmo antes de ele pensar nisso. Além de ser mais certeira, essa modalidade ainda ajuda o consumidor a ter uma experiência extremamente ágil. Isso com certeza fará diferença para seu público.

5- A loja física e a experiência de compra

É comum ouvirmos que, com a era da conectividade, a loja física não é mais tão importante. Isso é um grande equívoco, a tendência não é que as lojas físicas fechem e sim que elas se reinventem. A loja não é mais um simples local de compra, ela é uma área feita especialmente para receber o cliente, com um atendimento impecável, um design que reflita a marca e que estimule os sentidos,  com acessibilidade e muito mais.  Uma pesquisa da Euromonitor revelou que 47% dos consumidores conectados são motivados a ir até as lojas físicas porque desejam experimentar ou ver algo pessoalmente. Isso significa que os varejistas podem e devem melhorar ainda mais a experiência desse cliente que procurou a loja física. Um hábito que faz parte dos novos modelos de consumo é conferir o produto pessoalmente na loja física após conhecê-lo nos canais on-line.

A loja física tem o poder de proporcionar experiências que melhorem a interação do consumidor com um produto, através de diversos fatores como o ambiente, o atendimento, o acolhimento, a música, o cheiro, e até o paladar. É comum lojas oferecerem café ou até um petisco para o cliente. Isso faz toda diferença porque pode fidelizar um cliente, ou seja, fazer com que ele não só volte à loja, como ainda a recomende para as pessoas.

Interessou-se pelo assunto? Essas e outras tendências para o segmento varejista serão apresentadas no Retail Conference 2019, um dos principais eventos de varejo do Brasil. Com o tema “O Novo DNA do Varejo – Físico, Digital e Humano”, o evento “nasceu” do Fórum Regional do Varejo (FRV) da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), que chegou à sexta edição em 2018. Agora reposicionado, o Retail Conference passa a ser ainda mais relevante e com abrangência nacional. Mais informações e inscrições: http://retailconference.com.br/


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