Conheça o panorama das transformações do varejo físico

Conheça o panorama das transformações do varejo físico

Marcos Luppe, cofundador do OasisLab Innovation Space, explica os principais passos para sobreviver às mudanças exponenciais no comportamento do consumidor  

As vendas online não param de crescer, segundo a Ebit|Nielsen, referência em dados sobre o comércio eletrônico brasileiro, o e-commerce faturou R$ 9,9 bilhões somente no período do Natal em 2018, o que representa um crescimento de 13,5% na comparação com o mesmo período de 2017 que registrou R$ 8,7 bilhões. Mesmo com as vendas online crescendo a todo o vapor, o varejo físico não morreu, mas teve que se reinventar. É o que afirma Marcos Luppe, cofundador do OasisLab Innovation Space, um dos palestrantes confirmados para o Retail Conference 2019, que acontece no dia 25 de abril, na Expo D. Pedro, em Campinas (SP).

Para Luppe, a maior mudança pela qual o varejo físico passa atualmente é a busca pela reinvenção. Muitos varejistas já perceberam as mudanças no comportamento do consumidor e têm procurado atender aos anseios de seu público-alvo. “Independente disso, vale ressaltar que essa transformação é inevitável e acontece de forma cada vez mais rápida, diz.

Luppe lembra sobre a conveniência que o varejo online oferece e como o varejo físico deve se atentar para proporcionar experiências memoráveis para o consumidor. “Hoje não é preciso mais usar o computador, pelo celular o consumidor faz tudo. Você está em casa e usa o ifood para comprar uma comida, no trajeto para casa resolve comprar uma roupa em uma loja de departamento que vai entregar diretamente na sua casa, tudo isso na palma da mão.

O professor indica uma regra que deve ser seguida à risca para que, principalmente, os pequenos empreendedores sobrevivam a essas mudanças: pelo menos, fazer o básico. “É muito comum ver em algumas lojas do varejo que nem as questões básicas são feitas. O cliente chega e não tem onde estacionar, ao buscar um produto, não tem preço, ao solicitar informações, o vendedor não está preparado, na hora de pagar o problema é a fila”.

Toda empresa deve estar atenta, pois muitas vezes, o consumidor chega a loja física e ela não oferece uma experiência memorável. “Elas têm que entender que esse mercado mudou, o consumidor está mais informado, a concorrência é maior e ficar “parado no tempo” não vai garantir sua sobrevivência por muito tempo”.

Luppe diz ainda, que existem empreendedores que não pensam na concorrência com o mercado online. Não se preocupam em entender o seu público-alvo, ter um layout que seja simples, claro, e trabalhar com uma precificação consistente. “Quando ele se colocar no lugar do consumidor vai perceber que muitas dessas coisas não estão funcionando. O ‘sempre fiz desse jeito e funcionou’ foi num conceito de mercado em que a tecnologia não dominava. Se eu não entender que o consumidor mudou, não posso reclamar do faturamento ao final do mês”, salienta.

A cultura de inovação nas empresas é outro desafio citado por Luppe. Para ele, essa é a grande dificuldade enfrentada pelos empreendedores, sejam eles pequenos ou grandes e pelos líderes. “Existe muita resistência por parte deles, a começar pela estrutura. A crença de que meu avô fez assim e sempre funcionou bloqueia os possíveis avanços que as empresas podem ter. Não é preciso ter um software para inovar em uma empresa. Você pode mudar passo a passo. Pequenas mudanças já fazem grande diferença”, acrescenta.

O professor também comenta a importância de conscientizar as pessoas, a começar pelo líder. “O desafio está no próprio líder. Os líderes precisam se conscientizar de tudo isso, que o mundo mudou, o mercado mudou, e o consumidor mudou. Eu, líder, preciso entender tudo isso”, reforça.

Por fim, Marcos Luppe fala sobre as tendências atuais para o varejo físico. A primeira tendência muito forte é o ponto de venda: ele vai cada vez mais ser um espaço de experimentação, por isso, é preciso fazer mudanças para atender o consumidor, que está mais informado e mais exigente.

“A pesquisa de produtos e serviços começa cada vez mais no ambiente online, principalmente nos smartphones e quando o consumidor chega no ponto de venda, muitas vezes ele sabe mais sobre um produto do que o próprio vendedor. Por isso, a importância em oferecer a ele uma experiência que só no ambiente físico ele vai ter.

A segunda tendência é a presença nas redes sociais. “Não é preciso ter um e-commerce, mas utilizar o Instagram, Facebook e WhastApp pode ser um excelente meio de vendas”, explica.

De acordo com dados da Nuvem Shop, as vendas por meio das redes sociais representaram 21% do total de transações em 2018. Oito em cada dez visitas e uma em cada quatro vendas foram geradas por meio destes canais, principalmente via Instagram e Facebook.

E por último, Luppe explica que a terceira tendência é que deixar de lado a discussão sobre as diferenças entre o varejo físico e o varejo digital e entender que ambos têm que ser um só. “Os consumidores não sabem o que são canais de venda. Não importa se ele comprou no ambiente online ou no físico, se o produto deu problema ele vai querer ir na loja física para tentar resolver. Infelizmente boa parte das empresas não têm isso integrado”, completa.

Retail Conference: Marcos Luppe é palestrante confirmado para o Retail Conference 2019, um dos principais eventos de varejo do Brasil. Com o tema “O Novo DNA do Varejo – Físico, Digital e Humano”, o evento “nasceu” do Fórum Regional do Varejo (FRV) da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), que chegou à sexta edição em 2018. Agora reposicionado, o Retail Conference passa a ser ainda mais relevante e com abrangência nacional. Mais informações e inscrições: http://retailconference.com.br/


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