Do que os Millennials gostam? Entender os hábitos de consumo dessa geração ajuda às empresas a melhor posicionar sua marca

Do que os Millennials gostam? Entender os hábitos de consumo dessa geração ajuda às empresas a melhor posicionar sua marca

Complexos e diversos, os Millennials já representam uma grande parte do mercado consumidor; entender quais são suas marcas favoritas ajuda a entender do que eles gostam

Quando nos referimos à geração dos Millennials, não estamos mais falando sobre o futuro. Essa geração já está presente no mercado consumidor, e segundo previsões do Facebook, até o ano que vem eles serão a força de trabalho mais atuante no mundo. Estima-se que em 2025 os Millennials com idades entre 28-44 anos vão representar mais da metade do consumo global, conforme dados da The Research Agency, em parceria com a consultora CH Business Consulting. Já que essa geração será a maior força produtiva e consumidora, é essencial para o varejista entender qual é o perfil desse grupo, nascido na era da tecnologia, o que eles pensam e o que eles buscam. Afinal, não podemos nos esquecer de que pessoas se conectam a pessoas, mesmo na era da tecnologia.

São tantas características diversas dessa geração, que os hábitos de consumo mudaram por causa disso e especialistas estudam há uma década essa geração movida pelo desejo de independência e engajados com as causas sociais e com o bem-estar do planeta. Em meio a tantas incerteza sobre como lidar com os Millennials, nós temos algumas dicas fundamentais que podem ajudar você a direcionar adequadamente sua marca a esse público.

O instituto de pesquisa de mercado Morning Consult publicou o resultado de um estudo com consumidores norte-americanos com idades entre 18 e 29 anos sobre quais são suas companhias favoritas, indicando os quesitos e requisitos para conquistá-los enquanto consumidores. Foram mais de 12 mil avaliações para cada uma das companhias citadas.

Neste levantamento, as primeiras colocações foram para as gigantes da tecnologia como YouTube, Google, Netflix e Amazon. Ficam evidentes a importância e grande interesse dessa geração com marcas que são dinâmicas e presentes nos mais diversos momentos da vida. Importante destacar que, entre os denominadores cruciais para alcançar o status de preferidas entre esse público, está uma efetiva campanha de marketing digital, estruturada a partir das buyer personas (aquele personagem fictício criado a partir de características etnográficas e psicológicas, que representa um grupo com qualidades e comportamentos parecidos, como idade, hábitos, crenças, hobbies , mídias preferidas etc.).

A grande campeã, YouTube, é uma plataforma com mais de 1 bilhão de usuários. Juntos, enviam mais de 300 horas de vídeo a cada minuto, recebendo a cada mês mais conteúdo do que o produzido pela soma de todos os canais de televisão dos Estados Unidos nos últimos 60 anos. Pensando nas principais características dos Millennials, mais conectividade, dinamismo e imediatismo, é possível entender a escolha, uma vez que o Youtube revolucionou a maneira de escutar música, conhecer novos talentos e artistas, aprender qualquer tipo de coisa por meio dos tutoriais, videoclipes até videoaulas, se tornando indispensável para a rotina de qualquer Millennial.

Confira abaixo a lista completa compartilhada pelo portal Business Insider:

1 – Youtube – 82%

2 – Google – 81%

3 – Netflix – 80%

4 – Amazon – 74%

5 – Sony – 72%

6 – Pixar – 71%

6 – Hershey – 71%

8 – UPS – 69%

8 – Dollar Tree – 69%

10 – Colgate – 68%

11 – Kellogg – 67%

11 – Nike – 67%

11 – Warner Bros Entertainment – 67%

11 – Microsoft – 67%

11 – Home Depot – 67%

11 – Target – 67%

17 – Samsung Eletronics – 66%

17 – Pillsbury – 66%

19 – Tostitos – 65%

19 – Fedex – 65%

21 – Dove – 64%

21 – Visa – 64%

21 – Lego – 64%

21 – Subway – 64%

21 – Walt Disney – 64%

E no Brasil?

Outra pesquisa, realizada pela Mintel, nas cinco regiões do Brasil, em 2018, teve como objetivo traçar um perfil de comportamento do Millennial brasileiro, incluindo a sua relação com as marcas. O levantamento conta com a percepção de mais de 1500 usuários de internet que moram no país e têm 16 anos ou mais. Através do estudo, podemos ter alguns insights sobre o que agrada o consumidor Millennial brasileiro:

Serviços de Streaming – Com um resultado parecido da pesquisa da Morning Consult, 53% dos Millennials citaram serviços de compartilhamento de vídeos como o Youtube sendo um dos cinco serviços on-line que consideram indispensáveis. 35% citaram serviços de vídeo por assinatura como Netflix e HBO Go e 19% citaram serviços de música por assinatura como Spotify. Algumas operadoras de celular como Tim e Vivo aproveitaram essa demanda e estão oferecendo planos e promoções específicas para atender melhor às necessidades dos consumidores que utilizam mais a internet para acessar serviços de streaming.

Outra possibilidade, para marcas em geral, pode ser presentear seus clientes com assinaturas pagas dos serviços de streaming de música ou descontos nesses serviços. A bonificação desses serviços como benefício de cartões e outros serviços por aplicativo também pode ser atraente para os Millennials. O Nubank oferece em seu programa de fidelidade, Nubank Rewards, uma opção de pagar o Spotify usando pontos do programa.

Whatsapp – Sendo nativos digitais, 34% dos entrevistados Millennials afirmaram preferir entrar em contato com empresas e marcas on-line a ir à loja ou telefonar. A maioria deles citou redes sociais como Facebook e Instagram e serviços/aplicativos de mensagens, como o Whatsapp, como um dos cinco serviços on-line que consideram indispensáveis, com 71% e 70%, respectivamente. Por isso, se uma marca quer atingir o público Millennial, ela deve estar presente também digitalmente.

Saúde – De acordo com os dados da pesquisa, não existe diferença significativa entre os Millennials das classes AB e DE quanto à interação pela internet com marcas do universo fitness, citado por 28% e 19% respectivamente. Apesar de as classes mais baixas interagirem com marcas de categorias saudáveis e fitness tanto quanto as classes mais altas, elas gastam muito menos com atividades esportivas. O estudo pontuou que 36% dos entrevistados das classes DE mencionaram ter tido algum tipo de gasto com “Exercício/atividades esportivas, como por exemplo, mensalidade de academia em comparação a 47% das classes C1/C2 e 74% das classes AB.

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