Manequins: como eles podem exercer alto atributo às vendas da sua loja física

Manequins: como eles podem exercer alto atributo às vendas da sua loja física

Evolução na indústria de manequins possibilita que essas peças ajudem a contar uma história capaz de gerar uma experiência sensorial positiva no cliente e fazê-lo sentir-se representado   

No filme “Manequim”, de 1987, um manequim de vitrine de loja, personagem vivido pela atriz Kim Cattrall, é feita de maneira tão perfeita que ganha vida. Isso ainda está longe de acontecer, mas desde os antigos manequins, pesados, de madeira, papel maché ou gesso, estáticos, aos atuais, muita coisa mudou na indústria deste item necessário aos projetos de Visual Merchandising.

Uma recente pesquisa do IEMI – Inteligência de Mercado, sobre o “Comportamento de Compra da Consumidora de Moda Íntima Feminina”, mostra que a vitrine composta com manequins apresentando as peças exerce alto atributo às vendas. Essa pesquisa foi realizada com 1.235 mulheres, a partir de 18 anos, envolvendo todas as camadas sociais, 49% alegaram que sempre reparam na vitrine, antes de considerarem a compra e 81% informaram que às vezes deixam de entrar na loja caso a vitrine não agrade.

O dado reforça àquilo que sabemos: que a experiência de compra na loja física começa do lado de fora, na vitrine. Um estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) aponta que 80% das nossas compras são influenciadas pelo estímulo visual. Daí a importância do Visual Merchandising. É ele o responsável pela fidelização do cliente com a marca, proporcionando experiências sensoriais positivas no ponto de venda.

Por meio de diferentes elementos, o Visual Merchandising conta uma história, seja da sua marca ou de um produto específico. Essa narrativa que deve ser cativante, começa na vitrine e segue para o interior da loja. Existem diversos fatores nesse processo que podem influenciar um consumidor, positiva ou negativamente, como por exemplo a iluminação, as cores e os manequins.

O primeiro passo é conhecer o público-alvo de sua loja e ter em mente que o cliente quer se ver representado nela. Pensando justamente em ampliar a representatividade, a indústria de manequins não para de inovar. Há, atualmente, modelos de manequins de diferentes tons de pele e com diferentes biotipos também: baixo, alto, gordo, com cabelo, sem cabelo, etc. Tudo para proporcionar inúmeras possibilidades de projetos personalizados e exclusivos para os lojistas.

Materialidade e custo-benefício

Os manequins surgiram inicialmente através de pintores holandeses e franceses e representam serviçais na decoração das casas e hospedarias do século XVIII. Inicialmente eram recortados sobre grossas pranchas de madeira e eram posicionados simulando movimentos como varrer o chão vestindo trajes da época.

Por volta do fim do século XIX, os manequins, junto a muitos outros elementos, surgiram então nas montagens de peças de teatro. Eram feitos de papel machê e o objetivo era atrair o espectador e fazê-lo interpretar o cenário e identificar-se diante dele.

Os manequins utilizados com a finalidade da moda eram feitos de madeira ou metal, forrados de algodão grosso e tapeçaria sobre um pé de ferro, e foram criados primeiro para a modelagem de roupas por costureiras, sendo utilizados até hoje com essa finalidade.

Diversos materiais já foram desenvolvidos para dar mais realidade aos bonecos, como manequins com bustos de ferro e tecido, mas a cabeça e os membros feitos de parafina, puras esculturas, quase idênticas a rostos humanos, com os olhos de vidro, cabelos de verdade e maquiagem natural. O problema é que derretiam no calor e trincavam no frio, mas tinham a vantagem de serem encomendados de acordo com a vontade do lojista.

Tecnologia

Os manequins podem ser lindos, reais, mas se forem frágeis e quebrarem com facilidade vão gerar despesas para o lojista. Em uma recente pesquisa (IEMI) sobre manutenção de manequins, 94% dos lojistas que responderam, disseram que tiveram acidentes que causaram danos nos manequins, nos primeiros três anos após a compra. Foram em média 15 acidentes em três anos.

Para resolver o problema, surgiram as inovações, como os manequins inquebráveis, de plástico de engenharia, que podem ser produzidos em qualquer cor da escala Pantone, desejada pelo lojista. A Expor Manequins, que desenvolveu essa linha, aposta na tecnologia para aprimorar os processos e reduzir o custo dos manequins, mantendo todas as suas qualidades e características de personalização. As peças-modelo são escaneadas digitalmente em 3D e, em seguida, produzidas. A pintura é feita por robôs para evitar falhas, e a empresa ainda acompanha as novidades digitais.  Por meio de um app de realidade virtual, o lojista consegue visualizar e modificar um manequim em sua loja da maneira que desejar, antes de comprá-lo. “É uma forma de ajudar o varejista a projetar como ficará a loja e também visa proteger o investimento que ele fará”, afirma Marcos Andrade, CEO da Expor Manequins e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (ABIESV).

De acordo com o especialista, manequins caem, estragam no manuseio, ainda mais se for em loja de grande porte, onde há grande rotatividade de funcionários. “Quando é o próprio dono quem manuseia, os manequins estragam menos porque geralmente ele é mais cuidadoso”, explica. Segundo ele, com um produto durável e com acabamento bonito, o varejista não vai trocar os manequins porque quebraram. Vai trocar porque ele precisa acompanhar as tendências e refletir o estilo de vida do cliente.

Retail Conference: Marcos Andrade é palestrante confirmado para o Retail Conference, um dos principais eventos de varejo do Brasil. Com o tema “O Novo DNA do Varejo – Físico, Digital e Humano”, o evento “nasceu” do Fórum Regional do Varejo (FRV) da ACIC, que chegou à sexta edição em 2018. Agora reposicionado, o Retail Conference passa a ser ainda mais relevante e com abrangência nacional. Mais informações e inscrições: http://retailconference.com.br/

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