O que é transformação digital e 5 tendências que podem mudar o seu negócio

O que é transformação digital e 5 tendências que podem mudar o seu negócio

Da melhoria da experiência do cliente ao monitoramento da concorrência, como a disrupção causada pela transformação digital está influenciando as empresas

Ouvimos muito falar no termo “transformação digital” e quanto isso é importante para as empresas. A realidade é que se fala tanto no assunto porque ele representa o momento  atual e as empresas não podem permanecer alheias. Enquanto forem apenas espectadoras dessa revolução, não haverá espaço para elas no mercado no futuro. “Curiosamente, muitas das coisas que pareciam tão incríveis 10 anos atrás são agora fundamentais”. A frase é do departamento de pesquisa Deloitte, na décima edição do estudo Tech Trends, lançado em janeiro deste ano.

Mas, afinal, o que é a transformação digital e como eu posso aplicá-la dentro da minha empresa?

Primeiro, ao contrário do que muitos pensam, a transformação digital não é apenas agregar novas tecnologias, desenvolver um e-commerce para sua loja ou buscar bons resultados online. Trata-se de uma mudança radical e significativa, à qual podemos chamar de disruptiva. Ela envolve uma mudança estrutural nas organizações, na forma de repensar o negócio. A tecnologia, claro, tem um papel fundamental nesse processo.

A transformação digital se baseia em 3 pilares. São eles:

1- Experiência do cliente

Cada vez mais o público está imerso no universo virtual e se sentindo muito bem dentro dele.  A experiência do usuário é um aspecto fundamental para negócios que queiram ser relevantes no meio digital. Por exemplo, um cliente que inicia uma compra pelo notebook, mas deseja finalizá-la pelo smartphone deve ter o conforto de ver todas as informações disponíveis, sem precisar reiniciar o processo de compra. Esse tipo de experiência pode ser proporcionada por um negócio omnichannel, que significa não apenas atuar em diferentes canais digitais, mas também integrá-los. Assim, não apenas as ferramentas são necessárias, como ter um aplicativo próprio ou o e-commerce em si, mas propiciar uma jornada satisfatória, independentemente da mudança de canal.

2- Processos operacionais

A mudança dos processos internos deve permitir uma entrega de valor cada vez maior em cada etapa da cadeia, e isso pode ser conseguido com um melhor fluxo de informação, colaboração e trabalho em equipe. Programas e recursos que ajudem a realizar tarefas monótonas e repetitivas possibilitam que os colaboradores foquem naquilo que é realmente importante: o relacionamento humano, seja com o consumidor ou com os fornecedores e parceiros.

3- Modelos de negócios

Com os itens citados anteriormente, acaba acontecendo uma transformação do modelo de negócio, não apenas no sentido de mudar a maneira como a própria organização produz e entrega valor ao mercado, mas também para se atentar para o que a concorrência está fazendo a partir da transformação digital. Toda uma indústria de GPS para veículos ficou obsoleta com a chegada do aplicativo Waze, e os ramos de hotelaria e transporte urbano foram fortemente abalados por iniciativas como AirBnB e Uber. Você não quer que isso ocorra com o seu negócio, certo?

Tecnologias agentes da transformação digital

1- Inteligência Artificial

A Inteligência artificial é a capacidade de uma máquina ou software desenvolver raciocínio similar com o de seres humanos, incluindo a capacidade de estabelecer padrões, experimentar, perceber e tomar decisões de forma inteligente. Carros autoguiados, computação cognitiva, chatbots e muitos outros são exemplos de aplicação real desta tecnologia.

Essa tendência também se refere a um compromisso contínuo de redesenhar os principais sistemas, processos e estratégias de negócios em torno da IA e de suas possibilidades. Seu objetivo final: uma organização na qual humanos e máquinas trabalhem juntos em sistemas digitais projetados para aproveitar insights orientados a dados.

Em duas pesquisas globais consecutivas da Deloitte (2016–17 e 2018), as tecnologias cognitivas e a IA lideraram a lista de tecnologias emergentes nas quais os CIOs planejavam investir.  Suas ambições são baseadas em benefícios práticos (e realizáveis): a IA pode aumentar a produtividade, reforçar o cumprimento regulamentar por meio da automação e ajude as organizações a extraírem significado de conjuntos de dados cada vez maiores.

2- DevOps

É a integração das equipes de desenvolvimento com os demais profissionais de TI da empresa, proporcionando mais qualidade e agilidade nas entregas, além de gerar resultados mais seguros e confiáveis. Segundo a Deloitte, as táticas e ferramentas DevOps estão mudando drasticamente a forma como as organizações de TI inovam. No meio dessa transformação, os líderes de TI estão descobrindo que as abordagens de longo prazo para integrar a segurança em novos produtos não estão acompanhando o desenvolvimento de software de entrega contínua de alta velocidade.

Algumas empresas começaram a incorporar cultura, práticas e ferramentas de segurança em cada fase de seus pipelines de DevOps, uma abordagem conhecida como DevSecOps, que permite automatizar boas práticas de segurança cibernética no conjunto de ferramentas para que elas sejam utilizadas de forma consistente, ajudando a garantir que todos os produtos em que você se posiciona sejam conhecidos – testados, seguros e confiáveis.

Como o DevOps pode oferecer às empresas uma maneira diferente de pensar em segurança:

– Colaboração aberta em objetivos compartilhados. Arquitetos, desenvolvedores, testadores e operadores de segurança compartilham expectativas e métricas que se alinham à segurança e concentram-se nas prioridades dos negócios.

– Reforço e elevação por meio da automação. A automação de tarefas recorrentes em todo o ciclo de vida de desenvolvimento, testes e durante as operações permite incorporar controles operacionais preventivos, criar trilhas de auditoria contínuas e responder rapidamente de maneira repetitiva.

– Orientação ao risco e insights acionáveis. Organizações que incorporam o DevSecOps em seus pipelines de desenvolvimento podem utilizar informações operacionais e inteligência de ameaças para orientar as recomendações de fluxo de processo, priorização e correção.

– Monitoramento proativo e feedback recursivo. Testes automatizados e contínuos ajudam a identificar problemas antes que eles se tornem problemas.

3- Internet das coisas

Também conhecido como IoT (Internet of Things), compreende uma série de dispositivos que possuem uma tecnologia embarcada, tais como sensores, botões etc, que são capazes de se conectarem na nuvem e transmitir dados e eventos. A ideia de conectar aparelhos diferentes dos já familiares (celulares, computadores e tablets) sempre agradou, pois expande as possibilidades já quase ilimitadas da internet para outro nível. Agora já dá para fazer com que aparelhos domésticos, relógios (smart watch) e diversas outras peças de vestuário troquem dados entre si. Tudo para nos deixar ainda mais conectados e com experiências integradas de consumo.

Sua TV ou videogame são os exemplos de dispositivos que migraram do mundo offline para o online, mas comece a pensar também em sua geladeira, fogão, lâmpadas, aspirador de pó, ar-condicionado, fechaduras, aparelho de som, carro, câmeras (fotográficas ou de vigilância) e etc. O conceito é chamado de wearables, ou dispositivos vestíveis, e faz parte da primeira geração de produtos de IoT voltados ao consumidor final, na forma de smartwatches e pulseiras inteligentes. Todos esses dispositivos podem receber sensores que os permitam conectar-se à internet e oferecer recursos extras para o usuário.

4- Gerenciamento de API

O que é API? API é como uma chave de tradução para que 2 aplicativos baseados na nuvem conversem entre si. É como um tradutor, um intérprete que ouve uma pessoa falando grego e traduz para o português para que você entenda suas instruções. Mas para que isso aconteça, é preciso que as empresas que desenvolveram esses aplicativos e softwares liberem suas APIs para que desenvolvedores possam criar novos aplicativos alimentados por eles ou integrá-los a outros aplicativos já existentes. Resumindo: APIs são usados para que diferentes aplicativos baseados na internet conversem entre si sem a necessidade de que alguém intervenha ou tenha que desempenhar uma tarefa.

E aí é que está a grande utilidade das APIs, principalmente para empresas: automatizar tarefas que antes eram desempenhadas por funcionários, como preencher planilhas, mudar classificações de clientes, atualizar endereços e outras, às vezes até um pouco mais complexas. Por exemplo, imagine uma empresa que use o Google Planilhas para criar uma lista com o nome de todos os seus fãs no Facebook. Se ela tiver acesso às APIs de ambos os aplicativos, poderá desenvolver uma automação em que a cada novo fã em sua fanpage do Facebook, seu nome é acrescentado à planilha do Google.

5 – Big Data

Talvez o mais complexo dos elementos da transformação digital, nem por isso deve ser deixado de lado. Já existem no mercado soluções de Big Data com modelos Freemium e pagos. Mas afinal, o que é isso? O termo Big Data é utilizado para definir um grande conjunto de ferramentas de TI que permitem a captura, análise e catalogação de registros em tempo real. As informações podem ser originadas de redes sociais, dispositivos eletrônicos, processos internos ou mesmo pesquisas em meios offline. O importante é que o máximo de registros esteja disponível para o uso da solução de Big Data. A vantagem dessas ferramentas está em centralizar, em um único local, a coleta e análise de um grande conjunto de registros. A partir disso, as técnicas de estatística e processamento utilizadas permitem que analistas consigam identificar padrões rapidamente e prever tendências com maior precisão. Como consequência, será possível criar rotinas mais eficazes e se preparar para as mudanças do mercado antecipadamente. Assim, o negócio pode manter-se com um alto grau de competitividade continuamente.

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